Sobre o livro
Seguindo os passos distópicos de obras como 1984 (Orwell), Nós (Zamiatin), O Zero e o Infinito (Koestler) e Fahrenheit 451 (Bradbury), Diluição também fala sobre a relação indivíduo e sociedade, porém, invertendo a lógica totalitária comum a esse gênero: e se num futuro próximo, por decisão da maioria (e não por imposição de grupos), por plebiscito, eleições fossem substituídas por concursos públicos para os cargos de representação?
E se a Constituição fosse refeita e direitos básicos reformulados em nome da estabilidade possível? Imagine os próprios eleitores abrindo mão de escolher seus governantes, após uma prolongada sucessão de crises sociais, sanitárias e econômicas.
A racionalidade burocrática seria a melhor resposta contra os riscos das paixões políticas?
Em Diluição, um homem solitário e indiferente a essas crises só percebe o curso e a profundidade das mudanças em curso quando suas escolhas entram em choque com essa realidade.
Um indivíduo diluído em suas obsessões e dúvidas, perdido numa sociedade também diluída em seus medos mais profundos.
A obra inova no campo das distopias e convida os leitores a repensarem sobre as possibilidades de controle do todo sobre as partes, que podem se apresentar diante de um mundo em constante ebulição.
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