Diferentes, não desiguais: A questão de gênero na escola
Por Beatriz Accioly LinsSobre o livro
Meninos são melhores em matemática, já as meninas são caprichosas; meninos gostam de futebol, meninas estão mais interessadas em roupa e maquiagem — desde pequenos, aprendemos rapidamente que o mundo é dividido entre o feminino e o masculino e também de que lado devemos estar.
Ao longo da infância, passamos por inúmeras situações que supõe uma divisão de gênero, muitas delas vividas e reproduzidas no ambiente escolar. Mas, afinal, o que é gênero?
A partir da discussão desse conceito — que nada mais é do que um dispositivo cultural, constituído historicamente, que classifica e posiciona o mundo a partir da relação entre o que se entende como feminino e masculino —, os autores deste livro nos convidam a pensar nas implicações que esse conceito tem na vida cotidiana das crianças, e como os arranjos de gênero podem muitas vezes restringir, excluir e criar desigualdade.
Quando dizemos que certas tarefas são próprias de meninas e outras de meninos, estamos limitando as formas de aprendizagem e inclusive as experiências de vida de estudantes.
Muitas vezes, esse tipo de definição atrapalha o entendimento sobre o que é estar no mundo, e isso pode virar um obstáculo no processo de construção de desejos, expressões e formas de sentir.
A escola é, pois, o ambiente adequado para levantar essa discussão e também para, através da educação, ajudar na construção de uma sociedade mais justa e democrática.
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