DÉCIMO PRIMEIRO MANDAMENTO, A PANDEMIA E A ÉTICA DAS CRIANÇAS

Por José Melquíades Ursi

Sobre o livro

O isolamento social exigido pela pandemia disponibilizou-me tempo maior de reflexão. As ofertas colossais pelas novas ferramentas tecnológicas induziram-me a endossar Umberto Eco, escritor italiano. Para ele “as redes sociais dão o direito à palavra a uma `legião de imbecis` que antes falava apenas em um bar depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a coletividade.”

A partir de então ocorreram-me temas obrigatórios e desafiadores. Confrontei minha ousadia durante mais de um ano a partir de afrontas observadas à consciência libertadora e solidária. Ao reuni-los constatei a postura de supostos “cristãos” reduzidos a devocionismos estreitos e associados a atitudes negacionistas. Acomodavam-se sobre moralismos individualistas dissimulados e inconsequentes.

Por sua vez, o coronavírus impôs urgência à ética das crianças como condição inadiável para posturas existenciais pacificadoras e sem preconceitos rasteiros. Nesse sentido, sugere-se um décimo primeiro mandamento se predominassem ainda aqueles do decálogo antigo, felizmente reduzidos a um só na proposta pela revolução humanitária e evangélica do amor e da justiça.

José Melquíades Ursi

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