DE ESQUECIMENTOS E SAUDADES

Por MARCOS AVELINO MARTINS

Sobre o livro

150º livro do autor das séries “OLYMPUS” (em 16 volumes com 300 poemas em cada), “EROTIQUE” (em 13 volumes com 50 poemas liricamente sensuais em cada) e “SOB O OLHAR DE UM POETA” (em 4 volumes com com 300 poemas em cada).

Alguns trechos:

“Preciso deixar esse sonho irreal, Abandonar esse amor que não para, Essa tristeza que não se acalma, A dor que meus lábios nunca confessam!”

“E agora, quero me deliciar com coisas novas, Viajar sem destino, por esse mundo tão lindo, E não a esses lugares tristes onde estive ao seu lado, Enquanto se digladiavam nossos cruéis corações! E, quem sabe, acordar com alguém me sorrindo, E deixar afinal para trás esse seu longo reinado Sobre as cinzas de minhas perdidas ilusões…”

“Por que não me deixa esquecer o passado, Cheio de abandonos, que a Poesia mascara? Faça de conta que virei a página sem ela, E que de repente voltei a ser alegre, Que de minha quota de saudade paguei a última parcela, E voltarei a sorrir, antes que a ausência dela me desintegre…”

“A vida te levou de mim, E nunca mais me devolveu A doçura de teus beijos, O calor de teus abraços O fogo de nossas transas selvagens, Entre sussurros e gemidos, Em posições exóticas que inventavas, Arrancando-nos suspiros de prazer, Durante horas a nos explorarmos, Naquelas noites jamais esquecidas, Por muito tempo que dure tua ausência…”

“E seus olhares ausentes, São a forma mais rude De me dizer que não se importa, Tanto faz se eu desaparecer, Para você, sou apenas uma alma morta, Que pereceu, mesmo antes de nascer…” “Foi como levar uma porrada atômica, Quando você me mandou embora, Ainda mais daquela forma irônica, Como se fosse uma bofetada sonora!

Sentei-me numa almofada anatômica, Para amenizar os efeitos do chute, E preparei uma dose de gim tônica, Sem esperança de que você me escute! Juro que não achei nada cômica Essa forma com que você me tratou, Nem se eu tivesse uma bunda biônica Amenizaria a dor com que me chutou!”

“Milhões de neurônios já me abandonaram, E esse acúmulo de anos desligou meu relê, Por que as outras lembranças me deixaram, A não ser essas memórias doídas de você?”

“Quando vi em seu negro olhar Que chegara a hora de mais um adeus Inexplicável, Imensurável, Desta vez nada disse, Pois o que havia a dizer Depois de tantas vezes, Tantas partidas, Tantas lágrimas, Tantas despedidas?”

“O terror se esconde por todos os lados, Sob muitas formas diferentes, Seja na alma de velhos depravados, Monstros pedófilos que atacam crianças inocentes, Ou carros-bombas que em escolas explodem, Dizimando dezenas de vítimas indefesas, Que, contra o terrorismo, nada podem, Exceto, se sobreviverem, espalharem suas tristezas, Carregando por toda a vida marcas dos atentados Que vitimaram seus amigos mais queridos, E nas famílias prantos que escorrem por rostos vincados, Choros terríveis que penetram nos ouvidos, E cuja lembrança para sempre perdura, Pois como esquecer as sangrentas imagens Dessa face mais cruel da loucura, E esquecê-las, como se fossem miragens?”

“Por que fazes isto comigo, Mesmo sendo involuntário? Será porque és tão linda, Que não consigo me declarar? Por que adquiri esse trauma De não conseguir falar contigo? Será que até o fim da minha vida Não conseguirei dizer que te amo?”

“Ao abrir os olhos, uma lágrima desce, Pois só em meus sonhos eu te vejo, E os sonhos são tão reais que parece Que ainda transbordas de tanto desejo! Estou de volta a esse sinistro mundo real, Onde tua ausência é tudo o que sinto, Até de novo mergulhar nesse sonho surreal, Longe desse indecifrável labirinto!”

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