Da beleza de ser infinito e não duradouro

Por Flavio P. Oliveira

Sobre o livro

Da beleza de ser infinito e não duradouro é um romance de pequeno porte, centrado na vingança de Elizabet, falecida e sepultada em um domingo — ao menos a história se inicia no dia do enterro dela —, em uma cidade do interior brasileiro; nos amores do passado; nas batatinhas fritas nevadas, ou seja, cobertas de muito sal de Getúlio; nas bonecas em linhas e barbante feitas pela menina; no Fusca prateado e invejado por colecionadores e no acaso.

Além de tantos em papeis menores, padre Giuliano, o cozinheiro e antigo amigo Gérson, os detetives Garcya e Elisa, um terceiro protagonista completa a família: Getúlio, adotado pela menina como pai, o idealizador da trama, o responsável pelas ideias mirabolantes, se bem que padre Giuliano também ajuda nesse quesito, e Gérson se responsabiliza por contatar a gangue.

Não um romance estritamente policial, pois o ponto-chave é a fuga para o sul da América do Sul e as aventuras e percalços do trajeto; no entanto aos poucos o leitor se depara com a trama, os crimes e o planejamento, de modo espalhado, sem muitos adiantamentos ou atrasos.

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