Sobre o livro
Os intelectuais de oitocentos recriam as suas comunidades imaginadas sobre a nação portuguesa e procuram dotar o conhecimento da cultura popular portuguesa de razoável grau de estabilidade, imputando-lhe competências e operatividade capazes de integrar, com visível sucesso, o painel de elementos que o pensamento intelectual português do séc.
XIX acaba por popularizar nas gramáticas de identidade.
E é deste elenco que se pode isolar o que parecem ser os três operadores de configuração funcional das narrativas deste modelo moderno de identidade extraídos da cultura popular, cuja expressão se configura pela mais conveniente: identificação, fundamentação, disponibilização.
Analisamos neste ensaio crítico como estes operadores discursivos, elementos da cultura popular, se manifestam na articulação com as narrativas de identidade.
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