Sobre o livro
Como as concepções de Sándor Ferenczi ajudam a compreender o sofrimento psíquico contemporâneo?
Organizado por Daniel Kupermann, o dossiê Fazer justiça a Sándor Ferenczi apresenta algumas das principais perspectivas da obra do psicanalista húngaro.
Gustavo Dean-Gomes tece uma breve biografia do húngaro; Eugênio Canesin Dal Molin discorre sobre a noção ferencziana de trauma, centrando seu argumento no revelador conceito de identificação com o agressor; Daniel Kupermann apresenta o estilo clínico empático, tão inspirador para os psicanalistas do século 21, desenvolvido por Ferenczi com base em sua experiência com o tratamento de sujeitos traumatizados; e Jô Gondar discute de que modo as concepções ferenczianas da constituição subjetiva contribuem para as discussões contemporâneas sobre gênero.
E mais: em entrevista, a antropóloga e professora Debora Diniz afirma que a revogação ao direito ao aborto nos EUA pode ter repercussões no Brasil, alerta para o fanatismo nas instituições e critica o adiamento do debate sobre direitos reprodutivos no país.
Crítica de Welington Andrade sobre a montagem de Esperando Godot do Teatro Oficina.
E matéria sobre a aparição das Forças Armadas no processo eleitoral brasileiro, que põe em perspectiva a história de ocupação militar do poder civil no Brasil e adiciona tensão ao pleito de outubro.
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