Correspondências do fim do mundo

Por Gilmar Duarte Rocha

Sobre o livro

“…cerca de cinco cidadãos apareceram mortos nas últimas cinco semanas. Dizem por aqui que é ação do monstro Barkut, um ser mitológico que reviveu e saiu da Alemanha para atacar cristãos nas serras catarinenses. Balela! Tudo invencionice e muita picaretagem. Coisa de seita.

Essa gente aqui vive no tempo das cavernas para acreditar nessas invencionices. Acho que você já concluiu isso nas inúmeras correspondências que já te enviei durante todo esse tempo em que moro aqui. Precisamos de ajuda, pois não sei exatamente o que se passa nesta cidade.

Se puder, amigo, traga homens, armas e víveres. Cordialmente. Abraham J. Stein”. *** Década de 1930. Estado Novo. Florianópolis.

Esse trecho de uma mensagem que o sargento da Força Nacional José Bo Rossini recebeu de um amigo que morava numa isolada e inóspita cidade do interior catarinense, situada na região invernosa das serras, é o estopim de uma aventura extraordinária que ele iria empreender num lugar onde estavam ocorrendo muitos acontecimentos dramáticos e extraordinários, que mudariam o seu entendimento sobre o comportamento humano e sobre a sua concepção do sentido da vida.

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