Correspondência Epistolar – I

Por Camilo Castelo Branco

Sobre o livro

“Foi na Estrela do Norte que eu falei com Vieira de Castro, em 1857, quando ele recolhia riscado da Universidade porque, a impulsos de generosa indignação e com a omnipotência da palavra, obrigara o corpo docente a reparar a injustiça – injustiça, ao parecer de Vieira de Castro – feita ao sr.

doutor Augusto César Barjona de Freitas. Barjona entrou reabilitado no magistério; o académico que elucidara a razão obcecada dos catedráticos foi riscado.

Este contrassenso – a admissão de um e a expulsão do outro – não foi explicado: é um paradoxo exclusivo da vida de Vieira de Castro, tecida de brilhantes fios, mas com lavores excecionais, somente seus.

Ele não se deplorava do seu infortúnio, relatando-me, sem se envaidecer, o arrojo de reprovar uma decisão que prejudicava a carreira dum homem, nem sequer seu conhecido! Que alma tão descabida nestes tempos em que apenas temos o sr. Viale a falar-nos em falsete de almas gregas, e o sr.

João Félix a dar-nos ingramaticalmente várias notícias das almas romanas!”

Texto segundo o Novo Acordo Ortográfico.

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