Correspondência com Jacques Rivière (Coleção Artaud Livro 4)

Por Antonin Artaud

Sobre o livro

Cartas continuarão a ser um fabuloso instrumento de subjetivação, uma forma direta de falar de si, de se revelar sem recalques, de se contrapor ao destinatário, de encontrar uma forma que favoreça o diálogo e possibilite a compreensão entre personalidades diversas, sempre antagônicas e complementares.

As correspondências de Sigmund Freud e Carl Gustav Jung, de Gilles Deleuze e Michel Foucault, de Claude Lévi-Strauss e Roman Jakobson, de Elizabeth Bishop e Alice Methfessel, de Susan Sontag e Annie Leibovitz são alguns exemplos paradigmáticos, dentre tantos outros, que aclaram e desvendam os nexos psíquicos, existenciais, confessionais de uma relação dialógica.

É exatamente isso que ocorre nessa troca de cartas entre Antonin Artaud (1896-1948) e Jacques Rivière (1886-1925). Ela começa em primeiro de maio de 1923 e termina em oito de junho de 1924, distribuída em três plots intercambiáveis.

Mais assertivo e questionador, composto de três cartas, o primeiro abrange os meses de maio e junho; o segundo, também com três cartas, datadas de 1924, pode ser considerado uma ontologia da criação e inclui o lancinante poema Grito; finalmente, o terceiro, com cinco cartas, abrange os meses de maio e junho de 1924 e espelha dilemas, sofrimentos, ambivalências, aspirações e resiliências da alma humana.

Estamos diante das bases bioantropológicas do sapiens demens: um espaço de reconciliação entre dois pensadores é então esboçado.

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