Corisco

Por Cícero Nardini Querido

Sobre o livro

De Pablo Neruda a Saramago e de Michelangelo a Sócrates, Cícero Nardini Querido faz sua estreia na poesia desvirando seus avessos, como diz em vocatio, tornando-se o escritor-leitor.

Diferente do poema “Não me chamo”, em que há uma reflexão sobre busca identitária e pacto com o “fazer em silêncio” desse momento, aqui é Corisco e, portanto: centelha, trovão, rompante.

A partir da observação de espaços, como o céu estrelado das gerais, em “Reluz”; de narrativas, como a de “Dona Benê”; de pássaros, como em “Triste-vi” e até mesmo de sonhos, como em “Interrupsonho”, há um mergulho em temáticas de experiências coletivas, como em “O poeta envenenado” e em considerações provocativas sobre o indivíduo, como em “Persona”.

Além disso, questões sobre amor, desamor, vida e morte permeiam estas páginas, vizinhas de fotografias igualmente poéticas e heterogêneas. Assim como a epígrafe de Corisco, este livro também “já veio”. – Paula Fazzio é professora de Redação e Mestra em Teoria Literária pela UNICAMP

Sobre o autor Cicero Nardini Queridonasceu e vive em São Paulo, desafio atenuado por ter, desde muito pequeno, encontrado refúgio nas montanhas do Sul de Minas Gerais.

É médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e, atualmente, mestrando do programa de Saúde Coletiva da mesma instituição, com pesquisa que envolve a escuta de narrativas de idosos e idosas.

Leitor apaixonado de literatura ficcional, dá com Corisco o seu primeiro salto em direção à terceira margem da palavra.

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