Sobre o livro
Coragem e Solidão na Fazenda Taquaras é um romance em que a realidade se mistura ao sonho, e a memória familiar se constrói como herança silenciosa.
Entre lembranças guardadas por anos, o carinho pela avó e o amor pela campanha rio-grandense, a narrativa percorre os instantes em que tudo pesa mais — quando a coragem é a única arma que resta e a solidão, o preço inevitável a pagar.
A história se inicia na primavera de 1970, durante a tosquia das ovelhas na Fazenda Taquaras, quando estancieiros, capatazes, peões e famílias vizinhas se reúnem no galpão num trabalho coletivo que é também rito de convivência, partilha e pertencimento.
A partir desse núcleo, o romance acompanha os filhos e netos, atravessando décadas marcadas por transformações econômicas, afetivas e históricas, como a crise da lã gaúcha nos anos 1970 e a migração de um dos filhos para o Mato Grosso nos anos 1980.
Cartas, diários e memórias entrelaçam o cotidiano simples da vida na campanha com ecos das grandes revoluções do Sul do Brasil — a Farroupilha, a Federalista e a Guerra do Paraguai — sempre tratadas como lembrança vivida, transmitida e sofrida, e não como mera cronologia.
O amor pelos livros, a amizade, o afeto contido e os segredos familiares conduzem o leitor até o mistério guardado no galpão, que aos poucos se revela.
Ambientado na campanha do Rio Grande do Sul, em cidades como Arroio Grande e Bagé, com passagens pelo Mato Grosso e pelo Uruguai, o romance cobre, neste primeiro volume, o período de 1970 a 1985.
Trata-se de uma narrativa sobre laços familiares, memória, pertencimento e resistência — uma história em que o silêncio também fala, e o passado insiste em permanecer.
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