CORAÇÃO DE MULHER: Ele nem sempre dói quando está em apuros. Os sinais de encrenca são diferentes dos sintomas dos homens. E o jeito de se cuidar também muda

Por Raul Dias dos Santos

Sobre o livro

Seus autores entendem do coração feminino como poucos. Otavio Gebara é um dos coordenadores da diretriz para prevenir doenças cardíacas nas mulheres em nosso país.

Já Raul Dias dos Santos, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, é um dos grandes especialistas brasileiros em colesterol. E os dois dimensionam muito bem o tamanho da ameaça.

Hoje o Brasil ocupa o décimo primeiro lugar em mortes por problemas cardíacos em homens – mas fica em oitavo quando a vítima é a mulher. Nessa toada, o coração vai logo se tornar um assunto muito mais feminino. De certa maneira, a gente torce mesmo para que isso aconteça.

Tudo em nós parece diferente. E o jeito de prevenir encrencas também muda. A gente precisa tomar algumas atitudes mais cedo – não, não adianta pensar no assunto com o avançar dos anos, porque nossas artérias têm memória e são quase vingativas. Tudo merece atenção.

Até o fato de estarmos felizes ou não. Sim, nosso coração padece mais com a tristeza do que com os momentos de estresse, só para dar um exemplo do que você verá adiante. Somos feitas de aço para o nervosismo e temos um coração de papel na tristeza, capaz de se rasgar.

Por isso, gosto de pensar na prevenção como um argumento a mais na sempre saudável busca da alegria de viver.

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