CONTROLE DE PRAGAS EM COMUNIDADES DE DIFÍCIL ACESSO

Por Lourenço Santana Silva

Sobre o livro

Este material destina-se a população indígena, ribeirinha, quilombola e similares.

Pois, as similaridades existentes dentre essa camada da população brasileira, que não dispõem de tecnologia para enfrentar seus problemas que são gerados dentro de seu território onde muitas vezes podem acarretar sérios problemas de saúde pública.

Desde a criação da SVS, a integração das vigilâncias foi se fortalecendo nas três esferas de governo, impulsionada pela relevância das doenças e agravos não transmissíveis, pela necessidade do fomento às ações de promoção da saúde, pela redução da morbimortalidade da população em geral e dos trabalhadores em particular, pela preocupação com os riscos sanitários, caracterizados como os eventos que podem afetar adversamente a saúde de populações humanas, e pela urgência em organizar respostas rápidas em emergências de saúde pública.

No caso da população indígena é por falta de conhecimento dos gestores e profissionais da área desde a SESAI até o setor de capacitação dos DSEIs que desconhecem a área de Vigilância Ambiental em Saúde quando se trata de vetores que podem causar agravos simultaneamente e rapidamente dentro de uma população restrita.

Como é os casos de presença de moscas, mosquitos, baratas e etc, na Aldeia Halaitakwa que tem influenciado direta e indiretamente nos agravos dessa população.Nas últimas décadas tem-se aplicado muito veneno nas Aldeias para controle de vetores que não vem dando resultado satisfatório.

Sendo que não realizaram nenhum levantamento Ecoepidemiológico para identificar quais são as causas dos agravos.

Como também a utilização de medicamentos que são apenas ministrados sem levantar a situação epidemiológica da fonte de infecção desses agravos.Portanto, a visão holística presencial que foi identificada e de acompanhamento ao longo dos anos nos mostra que o caminho identificado com esta alternativa de prevenção na fonte que é de onde surgi esses vetores para propagar os agravos que vem a muitos anos acontecendo a essa população por falta de tecnologias de fácil acesso e de valor econômico onde cada centavo gasto pode gerar economia ao Sistema Único de Saúde.

Os insetos “pragas” recebem atenção dos indígenas principalmente pelos danos que causam na agricultura, pois podem comprometer a prática da agricultura de subsistência. Entre os usos atribuídos aos insetos, está alimentação, medicinal e nas relações místicas e cosmológicas.

Embora esses conhecimentos dentro da comunidade indígena ainda hoje sejam frequentes, eles vêm passando por um processo de transformação.

Assim, esses conhecimentos tradicionais estão sendo a cada dia esquecidos ou deixados para trás, o que ressalta a importância de realizar atividades etnoentomológicos e etnobiológicas que possam trazer um novo olhar na proliferação de moscas, baratas, mosquitos, etc dentro das Aldeias indígenas.Para implantação de uma metodologia de prevenção na atividade de Vigilância Ambiental em Saúde aos povos indígenas temos que partir das aldeias com maiores infestações de pragas domésticas para que sirva de parâmetro técnico para todas as Aldeias de um DSEI.

Baixe esta página em PDF para ler quando quiser, mesmo offline.

📄 Salvar PDF

Avaliações dos leitores

Descubra as opiniões de outros leitores, explore avaliações detalhadas e veja se este livro realmente vale a pena para você, com base em experiências reais de quem já leu e compartilhou sua visão sobre a obra.

⭐ Reviews dos leitores