Construindo um mundo novo – Orientação para a vida (Formação Humana e Temas Transversais Livro 1)
Por jose aparecido de oliveira cidoSobre o livro
RESUMO – Neste livro procuramos desenvolver temas que ajudem os alunos a entender que todo ser humano é CORPO, ALMA e ESPÍRITO e como ta precisa crescer em harmonia: físicamente, mentalmente, psicologicamente e espiritualmente para que o mesmo seja completo.
Abordamos vários temas para ajudar neste grande propósito dos pais e mestres formar cidadãos conscientes de sua missão. CONSTRUIR UM MUNDO NOVO. Seria a escola o espaço para um ensino religioso? A educação deve considerar o homem enquanto ser em relação com o transcendente?
O que é o ensino religioso escolar? O que ele promove na sociedade? Como é percebido pelos alunos? O que esperam dele a família, a sociedade e a própria escola?
Procuramos também, desenvolver uma reflexão acerca destas questões visando colaborar com uma discussão que se impõe como necessária e urgente. Parece que o ensino religioso é mais uma questão do mundo dos homens, criada e nublada por eles. Mas, como não haveria de ser?
Se não há como fugir da condição humana, não há espaço para pensar de modo diferente. O fato é que há uma verdade, há uma certeza: a felicidade do homem, seu fim último é Deus.
Todo educador enquanto pessoa que entende que deve trabalhar e viver a fim de promover seu semelhante à condição de felicidade, deve conduzi-lo a Deus. No entanto parece que custa-nos entender a simplicidade da proposta das religiões.
Entendendo religião enquanto relação com o transcendente, esta realidade é compreendida como um convite a pensar a existência humana em sua plenitude. O verbo que se faz carne é a palavra no meio do mundo, é a divindade que eleva a humanidade e a convida a ser plena.
É preciso que todos os homens compreendam e saibam deste seu fim. É preciso que a escola aponte para esta realidade que transcende e que propõe um ser mais. Entender-se convocado para a relação com Deus compromete a vida, transforma o homem e por ele, a sociedade.
No entanto, procuramos conformar esta convocação a nossos mecanismos reducionistas. Por isso é preciso que o Estado crie leis para garantir que falemos da essência da vida. Como se fosse preciso.
Precisamos das leis porque amamos pouco (Comte-Sponville, 1995), porque nossas relações são envolvidas pela vontade de poder. Precisamos lutar por um ensino que considere a dimensão religiosa do homem, quando entendemos que este aspecto deveria ser considerado de modo natural.
Há uma série de discussões no legislativo sobre a legitimidade de um ensino religioso escolar, questionando seus meios.
Se fosse claro para nós que a felicidade humana depende de sua relação com Deus, desenvolveríamos toda a ciência de modo a sermos levados a Deus, de modo a alcançarmos a plenitude de nosso ser, de nossa humanidade que é entender-se um ser convocado à relação com Deus.
Esta relação permeia toda a existência humana e permite um olhar novo sobre as questões com as quais o homem tem que se deparar. O lugar do homem é o entre, a relação. (Buber,2001).
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