Sobre o livro
Consolação a Políbio é a terceira carta de consolação de Sêneca, escrita no ano 44 quando o filósofo se encontrava no exílio na ilha de Córsega para o qual fora enviado sob a acusação de adultério com Júlia Lívila, irmã de Calígula.
A obra dirige-se a Políbio, Secretário particular do Imperador Cláudio, para consolá-lo sobre a morte de seu irmão. O ensaio contém a filosofia estoica de Sêneca, com particular atenção à inescapável realidade da morte.
Estudiosos são unânimes na consideração de que Consolação a Políbio é uma adulação para que Políbio interceda junto a Cláudio em favor de Sêneca. Isso mostra um momento de fraqueza do filósofo já faz uso da dor alheia para tirar vantagens pessoais.
Essa realidade não impede a obra de exemplificar uma das mais significativas faces do brilhante autor e de documentar lados menos explorados de sua personalidade histórica.
Consolação a Políbio mostra que Sêneca, como ele reafirma inúmeras vezes em sua vasta obra, não é o sábio estoico ideal, mas alguém meramente humano, que se precisa se esforçar diariamente para trilhar o caminho da virtude. Por isso mesmo é considerado o mais autêntico e convincente dos filósofos estoicos.
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