Sobre o livro
No mundo ficcional, são dois continentes e cinco reinos. Hierarquias, hábitos, tudo se estabelece. O comércio, objeto de atenção; a sobrevivência, a tônica.
Em meio a guerra, duelo, rapto, ambição, busca de liberdade, honradez, inimizade, amizade e traição, o bem e o mal se digladiam através de várias personagens. A balança do destino ora pende para um lado, ora para o outro. Em uma grande teia narrativa, as personagens se misturam e repelem.
A ação é a tônica da obra: do início ao fim. O romance começa com a fuga do príncipe Felipe, que, em uma caçada, invadiu as terras do Rei Afonso, por isso aprisionado. Um resgate foi exigido de seu pai, Rei Henrique, o Magnânimo.
Ele foge e, perseguido, ao penetrar em um pequeno vão no interior de uma caverna, cai num lago subterrâneo com uma passagem secreta para o Reino das Montanhas, do povo cauto, desconhecido, que vive isolado.
Há também os homens-santos, albinos moradores de cavernas, venerados pelo povo, primitivos, com sacrifícios humanos, com armas próprias, costumes excêntricos.
Os vietos, bárbaros do Além-Mar, infiltram seu espião no Estaque, no outro continente, para provocar discórdia entre os habitantes, enfraquecê-los e invadir suas terras. A surpresa é a tônica. Será que o sacrifício, o valor da honra e do amor, a força da liberdade prevalecerão sobre as do mal? …
A curiosidade do leitor é satisfeita apenas no final da obra, que lhe prenderá a atenção do início ao fim.
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