Sobre o livro
Porque só tomamos atitudes para mudar as nossas vidas depois da morte, de grandes perdas ou dores profundas?
E se nos permitíssemos “despensar”? Livrando-nos da angústia de pensamentos e planos que um dia fizemos e, hoje, carecem de qualquer sentido.
Talvez experimentar a indulgência de deixar a vida nos levar um pouco, sem pressa, sem planos, para viajarmos a lugares nunca antes imaginados.
A partir da perda de um amigo jovem para um câncer raro, Joca, tão acostumado a viver dentro do minuciosamente planejado, resolve “despensar” a vida e embarcar numa jornada com destino, mas sem rumo.
Chega a pequenina Forteza, cidade turística, gastronômica e sustentável, que há mais de 50 anos é refúgio para pessoas ainda dispostas ao encantamento. Suas experiências com os moradores pitorescos da cidade, mudam a relação com a própria vida. No meio do caminho, uma pandemia avassaladora.
Será que Forteza é uma realidade utópica ou a sociedade fora de suas muralhas, que se atolou numa deplorável distopia?
A chef Roberta Sudbrack escreve nas orelhas do romance: “Lembro-me do dia que o Ale me contou sobre Forteza. As dores que ainda latejavam no meu corpo cansado e alma machucada, despertaram vontade incontrolável de morar naquela cidade. Depois de ler o livro, a vontade ficou muito mais forte.
A escrita de Ale Guerra, me lembra das conversas com minha avó. Permite sentir os cheiros, o gosto e até o abraço das pessoas de Forteza! Possibilita seguir acreditando nas minhas utopias e me libertar da culpa pelas imperfeições. É um livro tão mágico assim?
Eu e minha incurável utopia, esperamos que passem ao menos um dia em Forteza e voltem de lá muito mais felizes e um pouquinho mais imperfeitos!”.
No prefácio do livro, Rosa Moraes compara Forteza com Macondo, cidade mítica de Cem Anos de Solidão, romance de realismo fantástico do genial Gabriel García Márquez.
“…me vejo com o livro do Alessander em mãos e um novo despertar das mesmas sensações – só que agora espiando a vida na pequenina Forteza, cidade fictícia onde as pessoas se permitem a utopia das coisas simples, mas não escapam da dureza da realidade.
Se a Macondo de García Márquez enfrentou uma tempestade de quase cinco anos, a Forteza de Alessander, por sua vez, foi atingida por outra tempestade: a pandemia que levou a vida de mais de 700 mil brasileiros e 15 milhões de pessoas ao redor do mundo.
‘Confortam-se: Olfatos Angustiados & Corações Aflitos’ é um retrato sensível que o autor pinta do que todos nós acabamos de vivenciar, no momento em que ficamos em casa, forçados a suprimir a presença física, o toque e o abraço do convívio”.
“Confortam-se: Olfatos Angustiados & Corações Aflitos” é um romance brasileiro contemporâneo, um drama da literatura de ficção que fala sobre perdas, luto, sobrevivência, busca pessoal, vida, amor, dor, acolhimento, comida que conforta, carinho, encantamento e, acima de tudo, esperança.
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