Sobre o livro
O Natal pode ser uma época mágica para muitos, mas para Daniel e Romeu, é um período de desafios existenciais e encontros inesperados.
No conto “Eu Odeio o Natal”, Daniel Rodrigues enfrenta o seu maior “karma”: completar 18 anos precisamente em 24 de dezembro. Exausto de ter o seu aniversário ofuscado pelo “menino Jesus”, ele faz um desejo perigoso ao soprar as velas: que o seu dia nunca mais coincida com o Natal.
O pedido transporta-o para uma realidade paralela onde o seu aniversário mudou, mas onde ele se depara com uma versão “moderninha” e irritante de si mesmo.
Daniel precisa agora da ajuda de um mago para reverter a magia antes que a sua existência original se funda com a desta nova realidade e ele desapareça para sempre.
Já em “Nem sempre é para ser, pode ser melhor”, conhecemos Romeu, um jovem estudante de artes que trocou Minas Gerais pela “selva de pedra” de São Paulo para recomeçar do zero. Solitário e desiludido com o amor, ele aceita um encontro às cegas na noite de Natal no “Rocket Bar”.
Após perceber que levou um “bolo” do seu pretendente, Romeu acaba encantado por Tales, um rapaz de longos cabelos loiros que o ajuda a ver que a data pode ser suportável — e até especial — quando partilhada com as pessoas certas, mesmo que sejam estranhos.
“Não posso competir com o Natal. O meu aniversário sempre será uma data à parte, porque tudo ali é para comemorar outra coisa.”
“O fato é que, enquanto você estiver nesta realidade, seu eu desaparecerá aos poucos, fundindo-se com o seu eu desta realidade e então, você deixará de existir por completo.”
“Ser estranho é legal. Eu também sou um pouco. […] De perto, todo mundo é estranho.”
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