Sobre o livro
Em 1989 o preconceito contra os gays, as lésbicas e qualquer um que não se encaixasse nas normas da sociedade era gigantesco, não apenas no Brasil, mas também em outros países do mundo.
Para piorar as coisas, a epidemia da AIDS, surgida no início dos anos oitenta e se propagando rapidamente entre os homossexuais tornava o ambiente ainda mais hostil e excludente.
Por isso, para o jovem Lucas Mascarenhas se perceber diferente dos outros garotos da sua faixa etária foi tão complicado e amedrontador.
Lucas, com apenas 17 anos se sentia confuso, sozinho e assustado, porque além do cenário externo não ser favorável a jovens que como ele se sentiam atraídos por outros garotos, Lucas não vivia num lar harmonioso, ao contrário, a convivência com o pai, um homem autoritário, machista e retrógrado era sufocante.
O apoio materno era também insuficiente pelas crenças religiosas da mãe e os irmãos de Lucas eram basicamente egoístas para se importarem com ele.
Assim, sem um porto seguro, Lucas não conseguia compartilhar com a família as angústias e medos que sentia, mas como era urgente extravasar tais sentimentos ele buscou uma válvula de escape criando um diário e o apelidando de Colibri.
Desse modo em suas páginas, Lucas confidenciou seus desejos, amizades e amores que se iniciaram em sua adolescência conturbada pelos dilemas e tabus vigentes na época, até sua vida adulta permeada por seus erros do passado, suas dores e cicatrizes.
Portanto em Colibri, o leitor irá acompanhar a jornada de Lucas Mascarenhas, uma pessoa que aprende a se tornar corajosa, forte e resiliente para sobreviver numa sociedade que marginaliza e estigmatiza ainda hoje as pessoas LGBTQIAPN+.
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