Sobre o livro
A consciência é a única resistência ao caos do universo. Ou uma ilusão irrelevante. O narrador-protagonista de Cólera (Exumado) oscila entre a megalomania e o niilismo em seus devaneios metafísicos, espelhados no contraste entre a certeza de sua própria grandeza, e a igual certeza de sua podridão.
Em seu romance de estreia, Caio de Castro Brandão reflete as dicotomias de seu eu-lírico em uma prosa original, que entrelaça o novelesco e o lírico, o irônico e o contemplativo. É um ensaio sobre a natureza da consciência.
E é também a história de um poeta que não consegue buscar sua filha na escola porque está sujo, está sujo porque não tem sabonete, não tem sabonete porque está sujo demais para ir ao mercado.
“Perturbador! É um livro curto, pesado, profundo e com pitadas de humor ácido. O protagonista provoca um misto de raiva e compaixão. Impossível interromper a leitura. Excelente!” – Marla de Queiroz, poeta, escritora e jornalista. Autora de Quando as palavras se abraçam, entre outros.
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