Clubes Sociais de Imigrantes em Região de Fronteira: Estudo de caso: Centro Boliviano–Brasileiro 30 de Marzo, em Corumbá/MS – Imigrante indocumentado

Por Joyce Ferreira de Melo Marini

Sobre o livro

Este livro abrange a análise da formação histórico-social de Corumbá, MS e a influência dos imigrantes. Em especial, aborda as demandas dos imigrantes bolivianos. Aponta a identificação dos clubes sociais na bacia platina, sob o aspecto histórico.

Focalizamos a pesquisa em três países: Argentina, Paraguai e Brasil.

Este estudo teve como objetivo geral aplicar e transferir a construção de uma Unidade de Atendimento ao Imigrante Boliviano Indocumentado (UAIBI) ao Núcleo de Estudos de Trabalho e Cidadania de Imigrantes em Fronteira (NETCIF) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), através de parceria com o Centro Boliviano-Brasileiro 30 de Marzo (CBB) e mediante articulação do Circuito de Apoio ao Imigrante.

Dentre os objetivos específicos podemos destacar: I) entender como foram construídas as relações sociais e políticas por parte de imigrantes bolivianos em Corumbá, MS, a partir da criação do CBB e II) compreender o status político e social atual do CBB.

Quanto à metodologia, tratou-se de uma investigação descritiva. Adotamos procedimentos específicos para levantamentos de dados em acervos públicos (Núcleo de Documentação Histórica/CPAN/UFMS) e privados (Arquivo do CBB). Procedemos à revisão bibliográfica quanto à temática fronteiriça.

O foco principal do estudo foi o CBB, em Corumbá, MS. Discorremos a respeito da fundação, objetivos, atividades realizadas e funcionamento atual do Centro Boliviano-Brasileiro 30 de Marzo.

Deste modo, identificamos que o CBB foi criado por um grupo de cambas que possuíam interesses de projeções sociais em Corumbá, MS e, atualmente, trata-se de um espaço abandonado por aquela parcela de bolivianos cruceños.

Ademais, mediante uma ação realizada no CBB em 17 de novembro de 2017, sob a coordenação do Prof. Dr. Marco Aurélio Machado de Oliveira, constatamos que não houve procura expressiva por atendimento, por parte dos bolivianos, a respeito da questão documental (direitos e deveres).

É ínfimo o interesse na obtenção de tais orientações: dentre as mais de 80 pessoas convidadas, pessoalmente, nas feiras-livres, apenas um boliviano nos procurou nesse dia.

Portanto, a implementação e transferência da UAIBI junto ao NETCIF e em parceria com o CBB é, sem dúvida, necessária, pois há muitos bolivianos indocumentados na fronteira Brasil-Bolívia.

Todavia, a pesquisa apontou que, no momento, tal proposta não frutifica, por razões variadas, e que é mister contínuas experiências neste sentido. Palavras-chave: Fronteira. Imigrantes. Indocumentados. Centro Boliviano-Brasileiro 30 de Marzo.

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