Cinema e educação: a criança como sujeito do amor romântico

Por Mariângela Rosa Pereira

Sobre o livro

Este trabalho se insere em um campo de discussão que relaciona estudos de gênero, de mídia e da infância – especialmente na medida em que é voltado para a discussão e problematização sobre as formas pelas quais meninos e meninas vêm sendo enunciados midiaticamente.

Assim, o objetivo desta pesquisa é analisar como a mídia, em especial o cinema, tem posicionado a criança como sujeito do amor romântico.

Para tanto, são analisados três filmes: ABC do Amor, O Pestinha 3 e Os Batutinhas – filmes que têm em comum o fato de apresentarem uma criança “apaixonada” como protagonista.

Na análise, coloca-se em debate o modo como discursos cinematográficos acabam por restaurar certas “verdades” no que diz respeito à manutenção do infantil como um sujeito “inocente” e, acima de tudo, à conservação, via infância, de um ideal de amor que tem suas bases no amor cortês.

Busca-se compreender de que maneira essas discursividades estão associadas a certas práticas heteronormativas – no caso, voltadas para que as crianças sejam reconhecidas (e se reconheçam) como sujeito de um tipo particular de amor, de uma determinada sexualidade e de uma determinada forma de ser sujeito menino e menina.

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