Sobre o livro
Quando reunimos informações, inclusive dados históricos, sobre o papel da mineração – considerando os moldes primitivos da atividade na época –, que já se encontrava presente nos primórdios do Brasil Colônia, administrado pelo reino de Portugal, constatamos como a busca por ouro e diamantes fez ampliar a ocupação do território vasto e virgem, até então habitado apenas ao longo do litoral em pontos esparsos.
Quando a primeira corrida do ouro arrefeceu porque as ocorrências superficiais e pouco profundas, em regiões de mais rápido acesso, se exauriram, veio o interesse pelo minério de ferro e por outros metais, além do carvão para produzir energia, com a Revolução Industrial se acelerando na Europa.
As mineradoras inglesas chegaram para introduzir tecnologias mais modernas para a lavra subterrânea de ouro, começando por Minas Gerais.
Dessa forma, a mineração foi ocupando o território brasileiro em diversas direções, em diferentes épocas, ao lado da agricultura e da pecuária, dando início às vilas e localidades que mais tarde formariam os municípios – as células iniciais do que viriam a ser os atuais estados.
Vestígios dos primórdios da mineração podem ser vistos ainda hoje em várias regiões. Por volta de 1913, a mina Casa de Pedra, em Congonhas (MG), começava a produzir. Em 1942, a recém-criada Cia. Vale do Rio Doce iniciava a extração de hematita na mina de Cauê, em Itabira (MG).
A MBR-Minerações Brasileiras Reunidas foi fundada em 1964. Entre as décadas de 1950 e 1960, houve a corrida do estanho (cassiterita) em Rondônia, quando o país enfrentou o cartel de produtores formado por Bolívia e países asiáticos.
A alta vertiginosa de preços acabou propiciando o uso de outros metais como sucedâneos, o que levou à decadência do estanho. O primeiro empreendimento de mineração na Amazônia foi na Serra do Navio, no Amapá, entre 1957 e 1998, quando a Icomi produziu manganês.
Foi concebido num modelo que não seria considerado sustentável pelos padrões atuais, embora a vila residencial tivesse padrões europeus de saneamento.
A Mineração Rio do Norte iniciou por volta de 1980 a mineração pioneira de bauxita em Oriximiná, no Pará; seguiram-se a Alcoa, em Juruti, em torno de 2009, e a Hydro, em Paragominas. A Alunorte e a Albrás surgiram complementando a cadeia de produção de alumina e alumínio.
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