Christo nào volta (Resposta ao ªVoltareis, ï Christo?º de Camillo Castello–Branco)

Por Alberto Pimentel

Sobre o livro

Castello de Paiva, junho de 1873. MEU AMIGO.

Como tem navegado Douro acima e conhece bem as planicies e montanhas que a uma e outra margem se encontram, umas espraiando-se ao nivel da corrente, outras erguendo-se ameaäadoras e aridas para o ceo, nào me dispenso de contar-lhe um caso triste e verdadeiro, porque o presenciei eu, se bem que mal possa ser chronista, porque estou ainda na commoäào da surpreza.

Encontrei-o no Porto, e disse-lhe que tinha de partir para Castello de Paiva. Effectivamente parti no dia fixado. Nào jornadeei por terra, o que seria incomparavelmente mais rapido, porque me julguei obrigado, a bem de meus proprios interesses, a acompanhar o barco carregado por minha conta.

Larguei do caes da Ribeira, cerca{6} da meia noite, para aproveitar a maræ atæ Pæ de Moira. Obedeäo a um pedido nào declarando o dia.

Cerca das onze horas da manhà estava em Pæ de Moira, onde os marinheiros e arraes almoäaram, comendo uns peixes fritos na barraca de ramas de pinheiro, que o meu amigo conhece, e bebendo pela tradicional bilha de barro vermelho.

Ahi me prophetisou o arraes que o termo da viagem seria moroso, porque nào havia vento e o barco ia muito carregado

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