CENTAUROS URBANOS: [Conto Bradockiano]

Por Iram F. R. Bradock

Sobre o livro

U.B

OS CENTAUROS URBANOS II

Perseguição no bairro do Rosário velho, três prostitutas na captura, ( …) de um travestir, ele; cabelos loiros e baton roxo, pele de um branco reluzente… A pele era como pêssego, olhos ardentes. De longe no canto escuro da esquina, o céu nublado, tempo abafado. A lâmpada do poste queimada.

Baixe luz, exceto o fogo do “churrasquinho de gato” lá na esquina de cima, onde ficava os pontos de carros de lotação. Mary Peitão só observara o movimento na alta noite de Caruaru, Praça da igreja, (a terceira igreja da cidade). Pontos de prostituição e noiados tomam a cena depois de certa hora.

Era como uma Sodoma e Gomorra contemporânea do meridional agreste. Como diria o poeta. Na cabeceira lá da Praça da igreja do Rosário velho, um travestir espancara um cliente completamente bêbado. O mesmo vai ao chão, soltando estridentes gargalhadas sob os chutes violentos do travesti Annita.

– Sua “bicha” louca; vou tirar sua pele e beber o seu sangue, seu ‘traveco’ maldito. Tu é bonito, mas quem tem cu tem medo. – Dizia uma das damas da noite com um facão na mão…

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