Cartas de quem vai e de quem fica

Por Ana Paula Bellot

Sobre o livro

APRESENTAÇÃO “Um livro não é como uma carta.” – Ana Paula Bellot

Livros são para sempre! Mas e as cartas? E as cartas de amor?

É o que, sutil e bem direcionada, Ana Paula Bellot traz em “Cartas de Quem Vai e de Quem Fica”, seu romance com toques que nos levam pelas mãos às ruínas de um castelo, local propício a nos depararmos com os enigmas que envolvem o desvendar das palavras saltadas dos lábios de Edna, personagem principal da trama.

Livros, papel e tinteiro… sinônimos de artigos de luxo nas mãos de mulheres que sonhavam aprender a ler e a escrever num cenário rústico, em uma narrativa destemida e, ao mesmo tempo, sofisticada.

São várias as Ednas, Tias Carmelas e Ninas mundo afora que, assim como na história de Ana Paula Bellot, pelos tempos têm a ânsia de compreender o desprender das palavras para um mundo exterior aos livros e as cartas de amor.

Refúgio pelos morros de Trecchina, declarações de amor, cartas às escondidas ou palavras ditas às claras, mesclados a uma inocência jovial e gostosa de ser lida são um pouco do que o leitor encontrará.

Uma escrita dócil, refinada que, em primeira mão, me trouxe Elena Ferrante e sua genialidade, ao transferir o leitor, com suas narrativas e descritivas, aos arredores e ruelas de uma Itália campestre.

Assim, dos cânticos de Dante, passando pelas Ruínas até as estrelas no céu, com poesia nas palavras, te convido a conhecer “Cartas de Quem Vai e de Quem Fica”!

– Ana Claudia Soriano – Escritora e organizadora do Café com Leitura

SINOPSE Trecchina, um pequeno vilarejo ao Sul da Itália, é palco pessoal da curiosa e romântica Edna Castellani. A jovem de dezesseis anos trabalha com o pai como pastora de cabras e vive em uma rotina estável.

Está prestes a se casar com Americo, vizinho e amigo de infância. Tudo parece certo até que sonhos e planos mudam com a chegada de Matteo, um novo morador e amigo de seu noivo. Longe de ser uma mocinha em apuros, Edna segura as rédeas de sua vida encarando face a face o seu destino.

Em uma poderosa reflexão sobre o dever perante a sociedade, Edna nos convida a questionar os costumes, as expectativas e os desejos, com perguntas que nunca envelhecem, sendo capazes de atravessar séculos e gerações.

TRECHOS INESQUECÍVEIS:

“Quão bonita é a inocência do sossego e da imaginação que transforma as coisas cotidianas em algo mágico, mesmo que por alguns instantes.”

“Ao folheá-lo, tão delicadamente, eu conseguia ver todas as letras, palavras e frases dançarem em minha mente. O que tinha ali para ser descoberto? Um livro não é como uma carta. As cartas vivem para aqueles que são direcionadas, são lidas, sentidas e depois jogadas fora.

Mesmo quando guardadas, elas só fazem sentido uma vez. Depois, mesmo que seja relido, é difícil lembrar do que estavam falando, qual era sua intenção. Mas os livros, ah os livros! Esses sim são capazes de se perpetuar na eternidade, unindo passado e presente.

Para isso, basta alguém interessado abri-lo e entendê-lo. Um livro é para sempre. “

“Acredito que quando duas pessoas se gostam, na medida da boa convivência e do respeito, merecem estarem juntas. Olhando para minha própria história, sinto a dor de não ter tido escolhas; a dor de uma menina cujo destino já tinha sido escrito e que não iria mudar.”

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