Carlos Octavio Bunge e José Ingenieros: entre o científico e o político. Pensamento racial e identidade nacional na Argentina (1880–1920)
Por Camila Bueno GrejoSobre o livro
Desde o final do século XIX, as elites intelectuais argentinas recorreram às teorias raciais e étnicas para explicar a formação da sua pátria.
Disso resultou a noção do “crisol de raças”, fundamentada em concepções biológicas e no darwinismo social, que se constituiu em mecanismo de controle social e étnico para nacionalizar as massas chegadas durante o processo de imigração européia a partir de 1880.
Neste livro são analisadas as relações existentes entre Carlos Octavio Bunge (1875-1918) e José Ingenieros (1877-1925), autores que compartilhavam das mesmas idéias étnicas e da preocupação em decifrar a história nacional, ambos considerados, por isso, pertencentes a essa corrente cientificista.
A pesquisa para a obra abrange a produção desses intelectuais em importantes revistas do no início do século XX, como por exemplo: Revista de Derecho, Historia y Letras, Revista de Filosofia, Cultura, Ciencias y Educación e El Monitor de la Educación Común.
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