Capitalismo e Indústria 4.0: consequências para a classe trabalhadora

Por Paula Vidal Molina

Sobre o livro

As novas tecnologias digitais fazem parte de um processo conhecido como a plataforma Indústria 4.0 (I 4.0), um conceito criado na Alemanha em 2011 para promover a competitividade na indústria alemã.

Esse processo na Alemanha se insere em um cenário mais amplo de reconfiguração industrial e restabelecimento do controle entre os países capitalistas avançados, uma tendência acompanhada de perto por outras potências capitalistas globais.

Isso se deve à necessidade de assegurar a continuidade da dominância da acumulação de capital industrial, definida por novas tecnologias de engenharia e competição produtiva em diversas economias e setores.

Esses setores estão se tornando cada vez mais integrados (tanto o próprio sistema de produção quanto os serviços) graças a processos que “introduzem novas sínteses entre humanos, máquinas e softwares e algoritmos inteligentes”.

Empresas e países têm investido significativamente nessa Quarta Revolução Industrial, caracterizada pelo ritmo acelerado de mudanças e inovações, bem como pela vasta capacidade de descoberta, que, por sua vez, impulsiona novos desenvolvimentos, devido à convergência de tecnologias nos âmbitos físico, digital e biológico.

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