Cândido ou o otimismo: Tradução de Fernando Vaz

Por Voltaire

Sobre o livro

Desde sua publicação em 1759, “Cândido ou do otimismo” tem sido um sucesso editorial pelo satírico tratamento dado aos conflitos, preconceitos e mazelas do homem. Numa linguagem clara e mordaz, satiriza impiedosamente o “pré-conceito” filosófico, o fanatismo religioso e a irracionalidade política.

O livro encanta e arranca gargalhadas amargas em diálogos simples e lapidares como na definição de otimismo: “– O que é otimismo? – Perguntou Cacambo.

– Infelizmente – respondeu Cândido –, é a loucura de sustentar que tudo está bem quando tudo está mal – e derrubou lágrimas, observando o negro; e, chorando, entrou no Suriname.” Ou na crítica às mazelas e ostentações intelectuais, artísticas e literárias: “Os imbecis admiram tudo num autor badalado.

Eu leio apenas para mim mesmo; gosto apenas daquilo que me é útil.” “…prefiro suas obras filosóficas; mas quando vi que ele duvidava de tudo, concluí que eu sabia tanto quanto ele e que eu não precisava de ninguém para ser ignorante.” Ou a declaração da finalidade para a qual o mundo foi criado: “– Mas com que finalidade este mundo se formou?

– Perguntou Cândido.

– Para nos enlouquecer – respondeu Martim.” A presente tradução oferece ao leitor um texto fiel ao original e de fácil leitura nos dias atuais, com anotações que esclarecem as referências àquele mundo do século XVIII que é bem mais parecido com o deste século XXI do que gostaríamos que fosse.

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