Canäñes

Por António Tomás Boto

Sobre o livro

A noite Suavemente descia; E eu nos teus braäos deitÞdo Atæ sonhei que morria.

E via Goivos e cravos aos mïlhos; Um Christo crucificado; Nos teus olhos, Suavidade e frieza; Damasco rðxo, cinzento, Rendas, velludos puêdos, Perfumes caros entornados, Rumðr de vento em surdina, Insenso, ræzas, brocados; Penumbra, sinos dobrando; Vellas ardendo; Guitarras, soluäos, pragas, E eu’ devagar morrendo.

O teu rosto moreninho, Eu achei-o mais formoso, Mas, sem lagrimas, enxuto; E o teu corpo delgado, O teu corpo gracioso, Estava todo coberto de lucto. Depois, anciosamente, Procurei a tua boca, A tua boca sadêa; BeijÞmo-nos doidamente’ …Era dia

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