Cabelo crespo e infâncias negras: interseccionalidade e afrofuturismo
Por Maylla ChaveiroSobre o livro
Uma criança negra que nasce é um ancestral que retorna, assim, seu cabelo crespo e ori devem ser protegidos.
Neste livro, apresentamos análises interseccionais e afrofuturistas sobre os cabelos crespos e as infâncias negras, vislumbrando novas produções epistemológicas, estéticas e políticas que se distanciem das corporeidades coloniais.
Defendemos que os saberes e desobediências de crianças negras que não passaram por procedimentos de alisamentos compulsórios em sua infância são fundamentais para pensar perspectivas epistêmicas pluriversais.
A valorização da estética crespa pode influenciar positivamente mudanças de pensamento ao romper com as perspectivas do embranquecimento enquanto estratégia de controle da branquitude. Neste livro, elaboramos estratégias para proteção das infâncias negras no Brasil.
Crianças negras com sua força ancestral representam simbolicamente o próprio lugar de transição (capilar e epistêmica), e suas resistências cotidianas abrem caminhos para a efetiva descolonização da subjetividade, visto que ainda não tiveram tanto contato com uma sociedade estruturalmente racista.
Ao final desta obra, apresentamos uma lista com livros infantis que valorizam a ancestralidade africana como um guia para as famílias negras em nosso país.
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