Bombas Semióticas na Guerra Híbrida Brasileira (2013–2016): Por que aquilo deu nisso?

Por Wilson Roberto Vieira Ferreira

Sobre o livro

A partir de junho de 2013 o blog “Cinema Secreto: Cinegnose” deu iniciou uma série de 52 postagens ao longo do período 2013-2016. Uma crônica das bombas semióticas que eram armadas e detonadas pela mídia.

Esse livro reúne essa série – um esforço para entender cronologicamente e em detalhes a evolução dessa operação simultaneamente semiótica (entender os diversos recursos linguísticos e semiológicos dessas verdadeiras bombas cognitivas) e psicológica – a criação de um pseudoambiente para a opinião pública, decisivo para a percepção de que o País estava imerso no caos para finalmente exortar a radicalização e polarização política.

Uma complexa guerrilha semiótica dentro da chamada “Guerra Híbrida” que mobilizou todo o arsenal retórico, linguístico e semiológico divididos em quatro etapas bem distintas: primeiro, caos, a visibilidade midiática das manifestações; depois, fortalecimento da base etnográfica do neoconservadorismo (o surgimento de uma tipologia social composta por “simples descolados”, “coxinhas 2.0”, “novos tradicionalistas”, “gourmetização” etc.); em seguida, o investimento semiótico em minisséries globais para a teledramaturgia legitimar a agenda política de oposição.

E finalmente o desfecho: polarização política e impeachment. Os resultados acompanhamos até hoje – aquilo deu nisso.

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