Bom senso e bom gosto

Por Manuel Roussado

Sobre o livro

Achando-se de tempo exhausta a ediäào da carta, que sob o titulo Bom-senso e bom-gosto, resposta ao sr. Anthero do Quental, escrevera o sr. M.

Roussado, determinÞmos reimprimil-a, para satisfazer ao desejo e exigencias de muitos, que pretendem inteirar em collecäào as peäas todas deste notavel processo litterario.

Ao realisar o proposito occorreu-nos que prestariamos Þ curiosidade do publico um agradavel serviäo addicionando a esta nova ediäào uma interessante missiva, que de paiz extranho receberamos ha mezes sobre o assumpto sujeito, e que no voto de pessoas intelligentes a quem a mostramos foi tida por dignissima de vulgarisaäào, com quanto seu auctor nào a destinasse de certo a ver a luz da imprensa.

Como pois nem temos auctorisaäào sua, nem contamos obtel-a, quando a solicitassemos, porque da sua provada modestia sï tinhamos a esperar uma recusa formal, ahi a damos anonyma, e nào sem bastante pezar da nossa parte.

Os que a lerem melhor poderào julgar se æ ou nào exacto o conceito que de quem a escreveu expressava nào ha muito tempo em obra impressa um dos nossos escriptores de maior vulto, qualificando-o de ªmancebo tào erudito como talentoso, que deve exclusivamente Þ mais firme e honrosa vontade, e aos seus unicos recursos o largo adiantamento litterario a que vai subindo, e que promette Þs letras patrias um primoroso cultor.º E d’aqui lhe pedimos desculpa, se nisto o offendemos.

O EDITOR. Lisboa 11 de junho de 1866

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