Sobre o livro
Bolhas de Sabão é um livro de poemas e poemetos que mostra a fugacidade do tempo ou o pouco nenhum valor dos conceitos e dogmas. O poeta usa poucas palavras para falar de tecnologia, vida e morte, relações humanas, meio ambiente, problemas sociais e metalinguagem.
“Ler Osman Matos é rir, é chorar, é refletir, é brincar. Ele nos encanta a cada palavra, a cada esboço. Não vejo hoje em dias poetas como ele. è raro! Tem talento, qualidade no que pensa, no que escreve. Vejam o poema “Só?”: “Nunca estás só/ além, do “ésse” tens um “ó”/ além do “ó” tu tens um acento,/ ali, a todo momento,/ no alto e de vigília.”
(Zamoner, editor da primeira edição)
“A poesia é leve, solta, concisa, breve, e ao mesmo tempo incomensurável; a maioria são poemetos em que o autor procura dizer o máximo utilizando o mínimo de palavras, mas não diz tudo: os poemas hão de ser completados pelas vivências e conhecimentos de mundo de cada leitor e são divididos em três capítulos.
No primeiro, o autor morre “a todo instante” e recomeça “como começam as horas”. e dialoga os conflitos entre os costumes humanos, o tempo e a tecnologia.
Em “Blackout”, vê-se um alerta à degradação da memória “Hoje ninguém memoriza nada; estamos voltando ao Google-dá-dá?.” No segundo capítulo, poemas ecológicos: “o planeta esquenta, mas não derrete a frieza do capitalismo” e no terceiro capítulo poemas metalinguísticos.”
(Elizabete Cerino escritora acadêmica e graduada em Ciências da Natureza pela UFPB)
No mais, é um livro para ser lido e relido, na medida em que os belíssimos momentos inesquecíveis percebidos em nosso dia-a-dia são habilmente aprendidos em Bolhas de Sabão, na vigorosa atividade de sua tessitura poética.
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