Sobre o livro
Neste guia informal da cidade de Salvador, Jorge Amado compõe um panorama que privilegia a cultura popular, os personagens, a topografia e a magia, sem esquecer a crítica social. “Esse é bem um estranho guia”, diz Jorge Amado no “Convite” que abre Bahia de Todos-os-Santos.
“Com ele não verás apenas a casca amarela e linda da laranja. Verás igualmente os gomos podres que repugnam ao paladar.” Essas palavras resumem o espírito deste livro sui generis sobre a cidade de Salvador.
Escrito originalmente em 1944, no auge da luta antifascista, manteve em suas sucessivas atualizações a abordagem visceral que o transformou numa obra ao mesmo tempo de celebração dos esplendores da cidade e de denúncia de suas muitas mazelas. A versão definitiva só ficou pronta em 1986.
Quem melhor do que Jorge Amado, que cantou em tantos livros a “cidade da Bahia”, povoando suas ruas com personagens inesquecíveis, para fazer esse retrato de corpo inteiro da capital baiana?
Pelas páginas deste livro desfilam as belezas arquitetônicas da metrópole – suas igrejas, átrios e palácios, suas ladeiras e ancoradouros -, bem como seus encantos naturais – praias, matas, morros, lagoas -, mas também o lado miserável da cidade, seus cortiços malcheirosos, a falta de saneamento e infraestrutura, o desamparo e a doença.
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