Sobre o livro
No planeta Caninus, um filhote perdido encontra mais do que um lar: descobre que a verdadeira magia nasce do amor. Guiado pelo sábio Acadis, Badu aprende que conhecer, sonhar e acreditar em si mesmo são os primeiros passos de toda grande aventura.
Quando a princesa Canissa corre perigo e os terríveis gatunóides ameaçam o reino, Badu é chamado a enfrentar desafios que vão muito além dos feitiços.
Em sua jornada, ele encontrará estrelas guardiãs, dragões lendários e o poder escondido no coração — capaz de transformar medo em coragem, culpa em liberdade e escuridão em luz.
Mais do que uma fantasia, Badu: o Arquimago é uma fábula simbólica sobre amizade, escolhas e redenção, concebida como um projeto literário, artístico e formativo.
A obra dialoga com os estudos de Perry Nodelman e Maria Nikolajeva sobre a interação entre texto e imagem na literatura infantil, com Lev Vygotsky sobre a leitura como prática social e transformadora, e com autores como Bruno Bettelheim e Carl Gustav Jung sobre os mitos e arquétipos na formação psíquica da criança.
Inspirado também na jornada do herói descrita por Joseph Campbell, o livro propõe uma travessia iniciática em que o protagonista confronta suas sombras e retorna transformado, levando cura para o mundo.
Com ecos filosóficos de Emmanuel Lévinas, ao destacar a ética do cuidado e da escuta do outro, de Simone Weil, ao apresentar o amor como força silenciosa que redime e transforma, e de Søren Kierkegaard, ao explorar a liberdade como escolha responsável e a coragem como salto existencial rumo ao bem, a narrativa revela que a mais pura das magias nasce quando o coração escolhe amar — mesmo diante da dor, da perda ou do medo.
Cada personagem encarna dimensões simbólicas da experiência humana: a culpa (Langara), a sede de poder (Acamenon), a dúvida (Canissa), a sabedoria (Acadis), e o próprio Badu como figura do self em processo de individuação.
Assim, o texto convida o leitor a uma travessia interior, despertando empatia, consciência e esperança. As ilustrações — inspiradas na beleza da arte renascentista e embasadas na neuroestética (Di Dio; Rizzolatti; Ramachandran) — estimulam a percepção sensível e crítica.
E, como apontam as pesquisas sobre leitura compartilhada (Bus; Whitehurst; Mol; Noble), este é um livro para ser lido junto: um convite a que adultos e crianças descubram, nas palavras e nas imagens, que a literatura pode ser aventura, beleza… e transformação.
Uma obra que une mito e ciência, filosofia e afeto, fantasia e formação — para lembrar que a magia mais poderosa de todas é, e sempre será, o amor.
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