Avesso

Por Júlia Coutinho

Sobre o livro

“Te entreguei meu coração

você, não satisfeito, quis me por do avesso

agora estou esparramada no chão

você pisoteia minhas tripas

me faz parecer animal

minha dignidade humana é inexistente

minha alma chora

minha feminilidade implora para você ir mais devagar

você ignora meus sinais

sufoca meus gritos com o travesseiro

você me vira do avesso

não há como parar.”

Em seu segundo lançamento, Júlia Coutinho traz mais uma vez poemas brutais sobre relacionamentos, amor, abuso e salvação.

Avesso é uma mão estendida em meio ao caos. É uma promessa de vida após a destruição.

Ele te colocará de joelhos.

Ele te colocará do avesso.

Ele te queimará.

De dentro pra fora. De fora pra dentro.

Ao avesso.

“Avesso é um movimento inesperado e brutal.

Quando menos espera, você está ali, queimando as suas amarras.

Avesso é mostrar a elas outra face. A correta.

É reconhecer a ferida, olhar pra ela e dizer “tudo bem” lamber a carne machucada até sarar.

Avesso é mostrar que a cura existe.

E está nas nossas mãos.” – Eduardo Matos, leitor.

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