Atletas paranaenses olímpicos de atletismo: análise sociológica da trajetória no subcampo até a conquista da vaga olímpica

Por Rafael Gomes Sentone

Sobre o livro

O atletismo no Brasil possui uma infraestrutura que movimenta a modalidade desde as federações e confederações, clubes esportivos e sociais, instituições de ensino, comitês e órgãos dos governos municipais, estaduais e federal.

Foram entrevistados atletas de atletismo nascidos no Paraná e que competiram nas olimpíadas de 2004, 2008, 2012 e 2016. Os atletas entrevistados nasceram 50% em grandes centros urbanos e 50% em pequenas cidades, competiram em provas de corrida de rua, de campo e pista.

Todos são de família de classe social baixa, possuíam pouco capital social, cultural e econômico.

As disputas engendradas no interior do subcampo do atletismo competitivo estão objetivadas em uma relação multilateral composta por clubes, técnicos, políticas públicas de incentivo ao esporte, entidades privadas e os mega eventos esportivos, todos buscando os melhores atletas para os representarem.

A trajetória foi marcada por disputas nas relações de poder entre eles e os treinadores, os dirigentes dos clubes esportivos e sociais.

O capital simbólico (potencial performático) foi a ferramenta de barganha que lhes conferiu garantias de subsistência pessoal e profissional, por meio dos resultados que obtinham em competições, do histórico de resultados e das possibilidades de crescimento, conseguiam ocupar as posições de maior prestígio no subcampo.

A figura do treinador foi a mais marcante na trajetória dos atletas, sendo o responsável pelas decisões mais importantes dos atletas.

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