Associativismo em rede na Favela Santa Marta (RJ)

Por Atilio Machado Peppe

Sobre o livro

Formando-se no morro Dona Marta desde 1941, a Favela Santa Marta simboliza o modelo de urbanização do processo de modernização brasileira. Saga de migrantes brasileiros que abandonaram precárias condições de vida para conquistar a cidade e existência urbana digna.

O legado de tradições associativas nutre novos laços de convivência. Fracassada a política de remoção das favelas, o Estado brasileiro passa a implementar políticas públicas de urbanização. Necessitava de parcerias com o poder de auto-organização comunitária dos moradores.

Criam-se condições inéditas para o desenvolvimento de um novo associativismo local em rede. Imenso potencial de originalidade, atualidade e inspiração para todos que, fiando-se nas virtualidades do Estado democrático de direito, apostam no protagonismo de grupos populares.

Apesar das irresponsabilidades de políticos, forças de segurança e lideranças econômicas, além da crescente expansão do narcotráfico como crime organizado, o associativismo em rede renovou a luta construtiva. Precisou rever práticas e conceitos, bem como suplantar desatinos antissociais.

O ímpeto reivindicatório militante da fase de urbanização reinventou-se em formas de esperança política e cultural, na contramão da violência e do imobilismo. Catalisa energias sadias da comunidade para continuar a luta cotidiana.

Depois de tanta excelência cívica desse movimento associativo, resta-lhe expandir o justo protagonismo na construção coletiva de uma democracia brasileira substantiva!

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