Sobre o livro
“The Doors of Death” (As Portas da Morte) foi publicado na revista pulp Weird Tales, Volume 28, nº 3 (outubro de 1936), de autoria de Arthur B. Waltermire, o conto integra a tradição da chamada weird fiction, que combinava horror, especulação científica e inquietação metafísica.
Fundada em 1923, a revista foi decisiva para consolidar o gênero nos Estados Unidos, publicando autores como H. P. Lovecraft, Clark Ashton Smith e Robert E. Howard.
Na década de 1930, em meio às incertezas científicas e existenciais do período entre guerras, temas como morte clínica, sepultamento prematuro e os limites da medicina encontravam forte ressonância no público leitor.
A narrativa acompanha um banqueiro gravemente enfermo, herdeiro de um misterioso mal familiar, cujo maior temor é ser enterrado vivo. Confinado ao leito, ele alterna entre ironia mordaz e angústia filosófica, questionando tanto a competência médica quanto as certezas religiosas.
Seu criado, Biggs, homem simples e profundamente devoto, funciona como contraponto moral e emocional, sustentando uma fé humilde diante do ceticismo racional do patrão.
À medida que a doença avança, instala-se uma atmosfera cada vez mais opressiva, marcada pelo conflito entre razão e crença, orgulho e humildade, ciência e transcendência.
O conto constrói sua tensão não apenas em torno da morte iminente, mas da incerteza sobre o que realmente define estar morto, explorando um medo primitivo com intensidade psicológica característica das páginas da Weird Tales.
Estranha e curiosa é esta história, acerca de um banqueiro cujo único temor era o de que pudesse ser enterrado vivo, como seu avô antes dele.
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