As Pessoas Com Deficiência na História do Brasil: Uma trajetória de silêncio e gritos!
Por Emilio FigueiraSobre o livro
O motivo que me levou a escrever esta obra foi para reforçar a minha teoria que a maioria das questões que envolvem as pessoas com deficiência no Brasil – por exemplo, mecanismos de exclusão, políticas de assistencialismo, sentimentos de piedade, caridade, inferioridade, oportunismo, dentre outras – foi construída culturalmente.
Isso, mesmo não interpretado explicitamente, poderá ser notório nas entrelinhas dos capítulos que se sucedem. E, questões culturais demoram a ser revertidas, além de necessitarem de estratégias bem elaboradas.
Quero que esta obra seja em si apenas uma Introdução à temática que se propõe. Sua intenção não é, nem de longe, ser completa, esgotando o assunto.
Considero-a, antes de tudo, “um roteiro” onde seus capítulos podem ser a base para pesquisas melhores aprofundadas, com métodos e teorias cientificamente estabelecidas.
Por isso, tomo a liberdade de considerar, sem medo de ser recriminado, este livro como a base de uma Historiografia especializada em assuntos da pessoa com deficiência no Brasil.
O passado nunca se apresenta por inteiro, mas nos oferece algumas pistas que podemos seguir e reconstituir algumas de suas partes. E, nas próximas páginas, para quem quiser continuar essa Historiografia, não faltarão tais pistas…
Desde o descobrimento do Brasil, a pessoa com deficiência foi tratada ao longo da História pela perspectiva religiosa, assistencial ou médica, práticas construídas como questões relativas aos ambientes hospitalares e assistenciais. No campo educacional, a Educação Especial pode ser dividida em três períodos distinto: o nascimento das instituições e entidades, o desenvolvimento de legislações específicas e a era da Inclusão Social.
Surtos de poliomielite motivaram a criações dos primeiros Centros de Reabilitações brasileiros nos anos 1950. Várias crianças nasceram com más-formações vitimadas pelo medicamento Talidomida. Esses fatores, somados aos acidentes automobilísticos, de trabalho e armas de fogo, aumentaram consideradamente nas décadas seguintes o número de pessoas com deficiência, promovendo o desenvolvimento de nossa Reabilitação Profissional.
No campo cultural, muitas lendas brasileiras trazem o tema deficiência em seu contexto de forma pejorativa. Na literatura, destacam-se vários autores com algum tipo de limitação, assim como nas artes em geral.
Organizada de uma forma didática e multidisciplinar em vários capítulos, esta obra destina-se às áreas como Psicologia, Pedagogia, História, Medicina, Política e afins.
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