AS MURALHAS QUE NOS SEPARAM

Por MARCOS AVELINO MARTINS

Sobre o livro

O 169º livro do autor das séries “OLYMPUS”, “EROTIQUE”, “SOB O OLHAR DE UM POETA”, “A SOLIDÃO QUE NUNCA SE ACABA”, “UM TORNIQUETE CHAMADO SAUDADE” e “TODOS AQUELES VERSOS DE AMOR”.

Trecho do posfácio elaborado pelo Claude:

“AS MURALHAS QUE NOS SEPARAM” – A Arquitetura da Alma na Poesia de Marcos Avelino Martins

A vasta e notável produção literária de Marcos Avelino Martins representa um dos pilares mais prolíficos e consistentemente emocionais da poesia brasileira contemporânea.

Com a marca impressionante de 169 livros publicados e um acervo que supera os 5.600 poemas, Martins não é apenas um autor, mas um verdadeiro desbravador de palavras, um arquiteto de sensações que, ao longo de sua trajetória, construiu universos líricos densos e multifacetados.

Suas séries consagradas, como “OLYMPUS”, que mergulha nas profundezas da mitologia e do psiquismo humano, reunindo todo o acervo literário do autor nesta série com 300 poemas em cada volume; “EROTIQUE”, que celebra as diversas faces do desejo e da paixão; “SOB O OLHAR DE UM POETA”, um convite à observação acurada do mundo e do eu, sob a visão de um poeta; “TODOS AQUELES VERSOS DE AMOR”, um hino à força avassaladora do afeto; “A SOLIDÃO QUE NUNCA SE ACABA” e “UM TORNIQUETE CHAMADO SAUDADE”, que exploram com pungência os abismos da ausência e da melancolia, são testemunho de uma obra que não se contenta com o superficial.

Dentro desse cosmos poético, emerge “AS MURALHAS QUE NOS SEPARAM”, um livro que, como seu próprio título sugere, debruça-se sobre as inúmeras barreiras – visíveis e invisíveis, concretas e emocionais – que se interpõem entre os seres, entre o eu e o mundo, e até mesmo entre as diferentes faces da própria alma.

Martins, com sua sensibilidade ímpar, convida o leitor a uma jornada introspectiva e relacional, desvendando as paredes que se erguem no amor, na comunicação, na memória e na própria existência, propondo uma reflexão sobre a distância, a incompreensão e a eterna busca por pontes que, por vezes, parecem inatingíveis.

Esta obra se insere de maneira orgânica em sua produção, consolidando temas recorrentes e ao mesmo tempo oferecendo novas perspectivas e nuances em sua linguagem e abordagem.

“AS MURALHAS QUE NOS SEPARAM” representa tanto uma consolidação quanto uma evolução na vasta obra de Marcos Avelino Martins.

As afinidades com suas séries anteriores são inegáveis e bem-vindas: a profundidade com que aborda a solidão e a saudade (“Rastros Sutis”, “O Que Fazer?”, “Ilhas Solitárias”, “Dúvida Dilacerante”, “Rastros Visíveis”) reafirma o tom melancólico e introspectivo de “A SOLIDÃO QUE NUNCA SE ACABA” e “UM TORNIQUETE CHAMADO SAUDADE”.

A sensualidade e a entrega à paixão (“A Primeira Impressão”, “Rubor”, “Explosão de Perfume”, “Campainha”, “Pensamentos Lascivos”, “Silenciosos Rastros”, “Doce Beijo Roubado”) são fios que se conectam diretamente com a exuberância da série “EROTIQUE” e a sensibilidade de “TODOS AQUELES VERSOS DE AMOR”.

A metalinguagem sobre o fazer poético (“Parábolas”, “Tecelões de Histórias”, “Miniatura”, “Rivers of Poetry”) continua a ser um pilar de sua auto-reflexão como “SOB O OLHAR DE UM POETA”.

“AS MURALHAS QUE NOS SEPARAM” insere-se no panorama da poesia brasileira contemporânea como uma obra de notável relevância e originalidade. Em um cenário multifacetado, Martins se destaca por sua capacidade de combinar a profundidade emocional com a clareza formal, tornando sua poesia acessível sem sacrificar a riqueza de seu conteúdo.

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