As Horas de 2 de Novembro (MARGEM 3)

Por Jorge Braga da silva

Sobre o livro

Os 24 poemas em “As horas de 2 de novembro” homenageiam cada hora desse dia. Eles são como os toques de um relógio de parede antigo, marcando a passagem de cada momento, todos em memória daqueles que partiram deste mundo.

O autor denomina esses poemas de “poemas mortiços”. Isso pode soar um tanto lúgubre, mas essa característica está longe de ser o impulso principal ou a inspiração para cada obra. Busca-se explorar as sutilezas da realidade, suas contradições, paradoxos e o que jaz oculto sob as aparências. E para atingir tais fins, nada é mais propício que o fenômeno da mortalidade, com seus medos, fobias, tabus e consequências.

Como estratégia para atingir esses fins, usa-se a morte como um espantalho, com o devido respeito. Ela pode causar temor, mas, em última análise, não passa disso. Assim, embora a morte seja uma figura central, o objetivo subjacente é revelar o verdadeiro rosto do espantalho.

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