Sobre o livro
Num morro esquecido pela cidade, existe uma casa que não aparece em nenhum mapa. O seu endereço é sussurrado apenas de boca em boca, sempre no feminino.
Esta é a história de Jurema, uma mulher que carrega nas mãos calejadas a sabedoria ancestral das ervas e a cicatriz de um passado violento. Em seu terreiro clandestino – conhecido apenas como A Casa –, ela oferece refúgio para mulheres marcadas pela dor. Mulheres como Sandra, uma jovem grávida em fuga de Ramiro, um policial corrupto que acredita ser dono de seu corpo e de seu destino.
Mas a Casa não é apenas um esconderijo. É um campo de batalha.
Quando a ameaça de Ramiro se aproxima, Jurema não ensina suas protegidas a simplesmente se curvar ou a pedir clemência. Ela lhes entrega as armas que a terra lhe ofereceu: as ervas sagradas. Cada uma guarda um poder. A Arruda, que corta más intenções. A Guiné, que dá firmeza. A Espada-de-São-Jorge, afiada como uma lâmina de desafio. A Pimenta, que carrega o fogo da fúria sagrada.
A vingança, porém, que Jurema ensina não é um ato solitário de ódio. É uma colheita coletiva, um feitiço tecido com os fios da justiça, da sororidade e da memória de todas as mulheres que vieram antes.
O que acontece quando o opressor descobre que sua vítima aprendeu a lutar? O que cresce no solo fértil da dor quando regado com a água da irmandade?
As Ervas da Vingança é um romance visceral e poético sobre a resistência feminina. Sobre a transformação do medo em força, da dor em poder e do abandono em legado. Uma história que prova que a magia mais poderosa não está na folha, mas na mão que balança o galho.
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