Sobre o livro
Lisboa, outubro de 1910. A Monarquia acaba de cair e a República nasce no meio de tiros e celebrações. No mesmo dia, Leonor Távora vela o corpo do pai num caixão de pinho barato.
Ao preparar o caixão, ela descobre uma carta escondida, escrita pela mãe que supostamente morrera de febre quando Leonor tinha apenas seis anos. Essa carta revela um segredo antigo e devastador: uma criança desaparecida, uma quinta isolada no Alentejo profundo e um nome poderoso ligado a mortes que foram convenientemente classificadas como “acidentes”.
Determinada a descobrir a verdade, Leonor mergulha numa investigação perigosa que a leva do Chiado ao coração do Alentejo, de uma livraria no centro de Lisboa a uma ilha nos Açores. Pelo caminho, alia-se a um jornalista obstinado, confronta um padre enigmático e descobre que o silêncio da sua família esconde décadas de crimes encobertos por dinheiro, influência e batina.
“As Cinzas que Ficaram” é um romance histórico de suspense e memória, ambientado nos primeiros dias turbulentos da República Portuguesa. Com prosa elegante e ritmo cinematográfico, Alexandre Candido constrói uma narrativa sobre o peso dos segredos, a força silenciosa das mulheres e a coragem de quem decide que certas verdades não podem continuar enterradas.
Uma história de vingança fria, justiça tardia e de como, por vezes, as cinzas do passado são o único material com que se pode reconstruir o futuro.
Perfeito para leitores de Kate Morton, Sarah Waters, Sebastian Barry e de romances históricos portugueses como “O Ano da Morte de Ricardo Reis” ou “Memorial do Convento”, mas com o ritmo e a tensão de um thriller literário.
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