Sobre o livro
Uma madrugada qualquer no Rio de Janeiro. Uma favela. Dois policiais infiltrados são descobertos e executados. Em menos de uma hora, dezoito agentes armados invadem o morro e executam dezenas de moradores a tiros e facadas. Um sobrevivente, ferido na perna, testemunha o horror: corpos mutilados, crianças filmando a cena, policiais tentando colocar armas em suas mãos para justificar o massacre.
Ao que vem depois da hecatombe é uma ficção visceral baseada em fatos reais. O narrador, um jovem da comunidade, conduz o leitor pelos becos do poder paralelo — do tráfico às milícias, do BOPE às facções criminosas chamadas “Grupo dos 18”.
No centro da tragédia estão Lucinete, mulher que aprendeu a sobreviver entre irmãos violentos e um cativeiro de 180 dias, e Oliveira, policial de elite que trocou o próprio nome por uma caveira na pele.
Unidos por ambição e feridas semelhantes, eles tramam a tomada do morro — e desencadeiam a chacina.
Mais do que um romance de denúncia, esta é uma história sobre o que resta depois: corpos no chão, notícias manipuladas, heróis fabricados e um único sobrevivente que se recusa a calar. Escrito com prosa seca e lírica, o livro confronta o leitor com uma pergunta incômoda: como sobreviver ao primeiro minuto — e a todos os minutos seguintes — quando o Estado e o crime se misturam na mesma touca ninja?
Para leitores de Cidade de Deus, Killmonger e Torto Arado. Uma obra sobre memória, obstinação e a única vingança possível: não esquecer.
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