Angola. Os símbolos do poder na sociedade tradicional

Por M. L. de Areia

Sobre o livro

O poder não existe nem se mantém sem símbolos.

Num espaço onde a consciência da diversidade étnica tende a revalorizar cada vez mais a dinâmica do tradicional, tem interesse, não meramente académico, proporcionar uma visão, ainda que de relance, sobre a rica simbologia elaborada pelas diferentes formas de organização do poder tradicional.

Esta será também uma das muitas formas concretas de “reunir dados que permitam definir e ilustrar a identidade cultural dos povos bantos, de outrora e de hoje”, objectivo prioritário do “Centro Internacional de Civilização Bantu”, organização recentemente criada para o estudo e preservação do património cultural comum à Africa banta.

Angola constitui um campo particularmente rico em tradições culturais deste tipo. No seu território se desenvolveram numerosos principados e famílias em que o poder se exercia sob formas variadas de realeza.

Desta diversidade se procurou dar conta na selecção dos objectos expostos; na elaboração de textos, porém, não foi possível ir além dos grupos mais representativos: os Kongo (em particular o sub-grupo Woyo) e os Ovimbundu.

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