Ancestralidade: O invisível em nós

Por Juliana Meira

Sobre o livro

Há décadas, Chico Buarque de Holanda, cantor e escritor brasileiro, ganhador do Prémio Camões, compôs com o parceiro Edu Lobo a “Ciranda da bailarina”.

Os primeiros versos, “Procurando bem / todo mundo tem”, são completados em pouco mais de dois minutos com elementos triviais e até por isso nada vergonhosos (“piolho”, “um irmão meio zarolho”, “medo de subir”, “medo de cair”, “marca de vacina” etc ), que apenas a bailarina não tem.

Toda a gente tem tanto em comum… e tanto por compreender. Toda a gente tem família, presente ou não, numerosa ou pequena, rígida ou livre. Toda a gente! Mas toda a gente sabe o papel das mulheres da família? Historicamente, não lhes foi dada a palavra, como não lhes foi dada escolha.

Mergulhados numa época de mulheres que trabalham dentro e fora de casa, que se querem cuidadas, mentalmente saudáveis e socialmente ativas, precisamos compreender tais mulheres.

O que herdamos e o que nessa herança recebemos com mais orgulho ou com desconforto toca-nos a todos, até à bailarina, e atravessa o domínio da Psicologia. O que herdamos está em foco neste livro tão oportuno para toda a gente.

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