Anatomia da crítica

Por Northrop Frye

Sobre o livro

Em Anatomia da crítica, Northrop Frye deseja revelar a possibilidade de uma visão ampla e unificadora da literatura.

Nascida de suas palestras em Princeton, em 1954, esta obra encarna o sentido mais pleno de “ensaio”: uma tentativa ousada de compreender os princípios, alcances e técnicas que estruturam o trabalho crítico.

Seu propósito central é mostrar que a crítica possui uma lógica interna, uma estrutura conceitual própria, capaz de coordenar a imensa variedade de formas literárias. A literatura, para Frye, forma um sistema coerente de imagens e ideias; é tão progressivo quanto qualquer ciência.

Assim, ao crítico não caberia perguntar “para que serve a literatura?”, mas “o que decorre de ser ela possível?”. Cabe-lhe desvendar os padrões recorrentes que atravessam modos, símbolos, mitos e gêneros e conferir unidade e universalidade a essa tradição cultural.

Reconhecer esse sistema é entender o poder libertador da arte, que expande a imaginação humana em face à realidade.

Sem uma teoria abrangente, também adverte Frye, a crítica se dispersa e se acomoda às disciplinas vizinhas; mas uma estrutura unificada poderia fornecer as bases de uma ciência do crítico público, oferecendo à disciplina a coerência tão almejada.

Publicado em 1957, Anatomia da crítica permanece uma das obras fundamentais da teoria literária: um gesto intelectual luminoso que afirma a imaginação como força de compreensão e liberdade.

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